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segunda-feira, 31 de março de 2003
fun!
Ontem diverti-me imenso, como há muito tempo não acontecia! Acho que foi tudo perfeito, a música excelente, não estava muita gente, nem pouca, estavamos quase todos em família, alguns convidados, fartei-me de dançar! Depois de uns copos de Tequilla, pois claro. E Vodka, e ... bem, não me lembro. Algumas fotografias, que ficaram bem giras:



Cliquem na imagem
 
 
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domingo, 30 de março de 2003
dub
Tentei mudar o aspecto do blog, não saiu como queria, voltou ao aspecto antigo. Estou na dúvida, não sei se mude ou se deixe ficar assim. De qualquer maneira acho que me falta um bocadinho de paciência para estar a mudar isto...
Daqui nada vou para o jantar de aniversário da mana, em casa da mãe, com a família toda. Depois, a partir das 22, festa no ADN - Das raizes do reggae ao novo dub.
Espero que ela goste do meu presente! Eu acho que gostava que me oferecessem um presente daqueles!!!!!
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sábado, 29 de março de 2003
Baile...
Estou prestes a ir para o jantar de turma, e depois... o famoso Baile de Finalistas! Cá estou eu, todo engravatado, com casaquinho a condizer. Os relatos visuais talvez apareçam por aqui mais tarde...
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sexta-feira, 28 de março de 2003
Conway's Vintage Autographs & Movie Posters


Conway's Vintage Autographs & Movie Posters
CARTA A MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA
Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
é possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem sequer seja isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
para que os liquidasse com suma piedade e sem efusão de sangue.
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
é isto que mais importa -- essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
-- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga --
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é só nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.
JORGE DE SENA
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quinta-feira, 27 de março de 2003
CARTA AO PRESIDENTE BUSH
Por Mia Couto
Senhor Presidente:
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria.
(...)
__ Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;
__ O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;
__ Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão
__Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídico;
__ Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais í espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;
__ A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";
__ O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado í revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
__ Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
__ Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
__ Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
__ Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999)
(...)
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas. Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres.
(...)
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê- lo assinar a Convenção de Kyoto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo.
Não se preocupe, senhor Presidente. A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos. O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos.
Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.
Lêr artigo completo
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Lomografias


(c) daymaker (mais fotos aqui)
Arquivos: março de 2003
terça-feira, 25 de março de 2003

o pianista e o talho
Tenho escrito pouco, não sei se repararam. Grande confusão na minha cabeça, não tenho andado muito bem disposto. Fisica e psicológicamente, mas parece que - pelo menos isso! - as dores de cabeça pararam.. ou pelo menos estão tão pequeninas que mal as consigo encontrar. Ainda bem. Estava farto.
A televisão continua a passar imagens da guerra, eu continuo cada vez mais a passar ao lado disto tudo. Apetecia-me desaparecer, e re-aparecer num sítio diferente, onde ninguém me conhecesse, onde pudesse ser eu próprio... Seria como começar tudo de novo. Estou a dizer isto mas não tinha coragem para tal. Seria como morrer. Desaparecer é morrer...
Era para ir hoje ao cinema ver O Pianista (ganhou uns oscares, não foi ? não que isso me interesse particularmente...). mas a Ana disse que estava muito cansada, acabei por nao ir (sozinho). Ou seja, já não o devo ir ver, pelo menos em Setúbal, este é o único dia em que posso.
Ontem comprei o Delicatessen no Jumbo, baratinho foram doze euros e pouco mais. Gosto muito do filme, mesmo antes da euforia com o Amélie (de que também gosto muito).

Hoje como estou muito audiovisual, posso também dizer que vi o primeiro episódio da nova série de Os Sopranos que re-começou hoje na RTP2. Parece que há outra série muito boa, que se chama 24. Nunca vi, gostava de ver...
Quero tanto acabar o estágio, parece que estou a chegar a um ponto em que não aguento mais a espera.
Arquivos: março de 2003
domingo, 23 de março de 2003
Man Ray
Primacy of Matter over Thought

1929
Cut-out gelatin silver print on paper
Baltimore Museum of Art
Bright Eyes
Something Vague
Now and then it seems worse than it is, but mostly the view is accurate.
You see your breath in the air while you climb up the stairs to that
coffin you call your apartment.
And you sink in your chair, brush the snow from your hair and drink the cold away.
You are not really sure what you are doing this for but you need something to fill up the days.
A few more hours.
There is a dream in my brain that just won't go away.
It has been stuck there since it came a few nights ago I'm standing on a bridge
in the town where I lived as a kid with my mom and my brothers.
And then the bridge disappears and I'm standing on air with nothing holding me.
And I hang like a star, fucking glow in the dark, for all those staring eyes to see,
like the ones we've wished on.
But now I'm confused. Is this death really you? Do these dreams have any meaning?
No. No, I think it is more like a ghost that has been following us both.
Something vague that we are not
seeing, something more like a feeling.
Arquivos: março de 2003
sexta-feira, 21 de março de 2003
blogs @ deslizo.net
Só para (re)lembrar alguns dos blogs que estão alojados no deslizo.net:
blue night over the sky
monasterosegreto
Screaming Fields of Sonic Love
joaninha voa voa que o teu pai está em lisboa...
Esta época deve ser a altura das Joaninhas, hoje na minha varanda encontrei umas cinco ou seis... são tão bonitas!
(podem clicar na imagem para verem uma fotografia maior)

A ARTE DOS VERSOS Toda
A ARTE DOS VERSOS
Toda a ciência está aqui,
na maneira como esta mulher
dos arredores de Cantão,
ou dos campos de Alpedrinha,
rega quatro ou cinco leiras
de couves: mão certeira
com a água,
intimidade com a terra,
empenho do coração.
Assim se faz o poema.
Eugénio de Andrade
azul
Tenho acordado cedíssimo estes dias, cercas das oito ou nove da manhã, tenho andado com ansiedade, durmo mal, e hoje, para completar o cenário optimista, acordei com uma grande dor de cabeça. Já tomei qualquer coisa, quero que passe rapidamente. Ando numa maré de azar, relativamente à saúde...
Entetanto o dia hoje está lindo, faz sol e calor lá fora, não há nuvens no céu, e não precisei de casaco par ir lá fora, tomar café. Parece que o frio está mesmo de partida... Espero que sim!
Arquivos: março de 2003
quinta-feira, 20 de março de 2003
As Horas
Fui ver o filme The Hours, uma adaptação da obra ed Michael Cunningham. Diz o 7 Arte
Este filme faz a abordagem a três histórias de vida, a três mulheres e í s três épocas distintas em que cada uma delas vive. Subúrbios de Londres, ano de 1920: Virginia Wolf (Nicole Kidman) é uma escritora a braços com a sua obra Mrs. Dalloway e com as dramáticas encruzilhadas da sua vida. Em Los Angeles, no pós 2ª guerra mundial, Laura Brown (Julliane Moore) é uma dona de casa que lê a obra referida o que lhe provoca um desejo incontrolável de fazer urgentes alterações na sua vida infeliz. Na época actual, em Nova Iorque, Clarissa Vaughn (Meryl Streep) foi carinhosamente alcunhada de Mrs. Daloway pelo seu amigo e antigo amante Richard (Ed Harris), um poeta que espera a morte devido a ser doente de sida. No final, algo se revela comum í existência destas três mulheres:
As interpretações são fabulosas, é um filme muito bem relizado com uma excelente fotografia e caracterização (não consigo reconhecer a Nicole Kidman, mesmo sabendo que é ela!, impressionante!!). É um filme delicado, nos diálogos, na história, belo, suave e forte ao mesmo tempo.
Nicole Kidman (Virginia Wolf)



Meryl Streep


Julliane Moore


Oh!, a vaidade daqueles que
Oh!, a vaidade daqueles que se julgam dirigentes ou chefes de um sentimento que há-de salvar uma causa! Suponho que tôda a gente, mais ou menos, pode saber que os povos são massas de homens divididos em duas categorias: o primitivo e o civilizado; o que vive pelo instinto e chega a ser sanguinário, e o que pensa e raciocina abrindo os braços para o abraço espiritual. Um e outro, evidentemente, são cingidos pelo ódio e pelo amor. E estes inimigos fraternais nunca se chegam a vencer.
António Botto
Cartas Que Me Foram Devolvidas
Arquivos: março de 2003
quarta-feira, 19 de março de 2003
Pai Pai gosto de ti
Pai
Pai gosto de ti
Pai és tão bonito
que uma flor rebenta
dentro de mim
O dia do PAI
é o dia mais
alegre de todos os dias
Ó pai, és tão bonito
psmp
1983
Arquivos: março de 2003
terça-feira, 18 de março de 2003

always the sun
Isto esteve offline durante umas horas, mas agora acho que está tudo como deve ser. Daqui nada vou para a escola, é o recomeço depois de uma interrupção forçada... De qualquer maneira ainda não me sinto a cem por cento, acho que já devia, depois de uma dose de cortizona. Tenho saudades de ir ao cinema, de ver fimes menos mainstream, de ir ao Luisa Todi, quando tiver tempo vou ver os filmes que alí tenho do Bergman e do Renoir.
O sol lá fora brilha, está um tempo fenomenal! E pouco frio.
Arquivos: março de 2003
segunda-feira, 17 de março de 2003
Uma carta de Terry Jones
Domingo, 26 de Janeiro de 2003
Caro Observer
Estou bastante excitado com o último argumento do George Bush para bombardear o Iraque: ele está a ficar sem paciência. E eu também! De há algum tempo para cá estou a ficar mesmo passado com o Sr Johnson, que vive algumas casas a seguir à minha. Com ele e com o Sr Patel, dono da loja de comida saudável. Têm ambos andado a deitar-me uns olhares estranhos e tenho a certeza que o Sr Johnson está a planear alguma coisa contra mim.
Não consegui foi ainda descobrir o quê. Já fui à casa dele várias vezes para ver o que ele andava a tramar, mas ele tem tudo muito bem escondido. Isto só mostra como ele é falso. Quanto ao Sr. Patel, não me perguntem como é que sei, mas eu sei - e a partir de fontes seguras - que ele é na verdade um Assassíno em Massa. Enchi a rua de folhetos dizendo que se não agirmos primeiro, ele dará cabo de nós, um por um. Alguns dos meus vizinhos dizem que se eu tenho provas, porque é que não vou à polícia? Mas isso é simplesmente ridículo. A polícia vai dizer que precisam de provas antes de acusar os meus vizinhos de um crime. Eles vão arranjar um monte de burocracias e falar dos prós e contras de um ataque preventivo e tudo o mais.
Enquanto isso o Sr Johnson irá continuar a finalizar os seus planos para me fazer coisas terríveis e o Sr Patel irá silenciosamente assassinar pessoas. Dado que eu sou o único com armas de fogo suficientes, acho que me cabe a mim manter a paz. Mas até à data isso tem sido um bocado difícil. No entanto, agora o George W. Bush tornou claro que tudo o que eu preciso é perder a paciência e depois posso avançar e fazer o que me der na cabeça! E se formos a ver, a política cuidadosamente pensada do Sr. Bush em relação ao Iraque é a única forma de promover a paz mundial e a segurança. A única forma segura de evitar que os bombistas suicidas muçulmanos e fundamentalistas ataquem os EUA e o Reino Unido é bombear uns quantos países muçulmanos que nunca nos ameaçaram.
é por isso que eu quero explodir com a garagem do Sr. Johnson e matar a sua mulher e filhos. Atacar primeiro! Isso vai-lhe ensinar uma lição e depois ele vai deixar-me em paz e parar de olhar para mim daquela maneira inaceitável. O Sr. Bush deixa claro que tudo o que precisa de saber antes de bombardear o Iraque é que Saddam é um homem mau e que tem armas de destruição maciça - mesmo que ninguém as consiga encontrar. Tenho a certeza de que tenho tanto direito de matar a mulher e filhos do Sr. Johnson como o Sr. Bush tem de bombardear o Iraque. O objectivo a longo prazo do Sr. Bush é tornar o mundo um lugar seguro, eliminando para tal os "estados delinquentes" e o "terrorismo". é um objectivo a longo prazo muito inteligente porque, como é que se vai saber que ele já foi atingido? Como é que o Sr. Bush sabe quando é que acabou com todos os terroristas? Quando é que todos os terroristas morreram? Mas, e então um terrorista só é um terrorista quando comete um acto de terror. E o que fazer à cerca dos potenciais terroristas? Esses são os que queremos mesmo eliminar, dado que a maioria dos terroristas conhecidos, ao serem bombistas suicidas já se eliminaram a eles mesmos.
Talvez o Sr. Bush precise de eliminar todas as pessoas que possam vir no futuro a ser possíveis terroristas? Talvez ele nunca tenha a certeza de ter alcançado o seu objectivo até que todos os fundamentalistas muçulmanos estejam mortos? Mas, e então alguns muçulmanos moderados podem converter-se ao fundamentalismo. Talvez a única medida segura seja o Sr. Bush acabar com todos os muçulmanos? Passa-se o mesmo na minha rua. O Sr. Johnson e o Sr. Patel são apenas a ponta do iceberg. Existem resmas de pessoas na minha rua que eu não gosto e que - com franqueza - me deitam olhares estranhos.
Ninguém estará completamente seguro até eu ter acabado com todos. A minha mulher diz-me que eu sou capaz de estar a ir longe demais, mas eu respondo-lhe que estou apenas a utilizar a mesma lógica do Presidente dos Estados Unidos. Isso fá-la calar-se. Tal como o Sr. Bush, eu perdi a paciência e se isso é uma razão suficiente para o Presidente, também é suficiente para mim. Vou dar à rua duas semanas - não, 10 dias - para sair cá para fora e entregar todos os extraterrestres e sequestradores interplanetários, bandidos galácticos e patrões do terrorismo interestelar e se eles não os entregarem todos a bem, dizendo "Obrigado", vou fazer explodir a rua toda sem dó nem piedade. é apenas o mesmo que o George W. Bush propõe e, ao contrário do que ele quer, a minha política irá apenas destruir uma rua.
Atenciosamente, Terry Jones (Monty Python)
Arquivos: março de 2003
domingo, 16 de março de 2003
Três séries excelentes, que estão
Três séries excelentes, que estão a passar neste momento na televisão:
Malcom in the middle (Sic Radical)

King of the HIll (Fox @ Cabovisão)


Family Guy (Fox @ Cabovisão)

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sinto-me a flutuar num espaço
sinto-me a flutuar num espaço vazio, qualquer dia desapareço como um balão, se ninguém me apanhar
um café
São dez e pouco, tomei um copo de leite com chocolate, saio para tomar um café, um cheiro estranho está entranhado no ar, um grupo de pessoas está perto da porta do prédio, falam como se estivessem embriagadas, o cheiro afinal é a vinho e tabaco. logo de manhã não me apetecia muito. fui tomar café longe daqui, andei alguns metros, atravessei a estrada, o cheiro desapareceu, o café soube bem, estava a precisar muito de um.
sunday bloody sunday
Acordei cedo mais uma vez. Será que vai ser sempre assim ? Ontem estive a fazer a edição do vídeo de Paris, o programa da Pinnacle tem imensas potencialidades, é muito engraçado. Continuo sem ouvir bem do ouvido esquerdo, mesmo depois de uma nova dose de comprimidos que me fazem dormir. Logo à noite devemos ir todos jantar a casa da mãe. Entretanto hoje espero recuperar algum tempo perdido, relativamente ao trabalho para a escola... não que me sinta ainda em condições ideais para trabalhar, mas não posso continuar nesta apatia...
O Bush, o Aznar e o Blair vêm a Portugal hoje, para a chamada Cimeira Atlântica, convencidos de que são donos do mundo, e nós em bicos de pés convencidos de que somos iguais a eles...
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sexta-feira, 14 de março de 2003
Moby ao Lado de Björk no Meco
Já são conhecidos os dois principais cabeças de cartaz da terceira edição do Festival Optimus.Hype@Meco deste ano. Como o PúBLICO havia avançado na semana passada, a islandesa Björk vai estar na Herdade do Cabeço de Flauta, no Meco, perto de Sesimbra, a 5 de Julho. No mesmo dia vai também actuar no palco principal do evento Moby.
Público
Arquivos: março de 2003
quinta-feira, 13 de março de 2003
in the mood for....
Começo a ficar bastante irritado com a situação, acho que não estou nem melhor nem pior, muito pelo contrário. Amanhã provavelmente vou ter que falar com o médico porque isto assim não pode ser! E ainda por cima hoje telefonaram-me da escola.. parece que dois alunos meus andaram à bulha, um deles foi para o Hospital e teve que levar uns pontos no nariz... claro que.. depois sobra para mim, que sou o D.T. ....
Arquivos: março de 2003
quarta-feira, 12 de março de 2003
sick
Ora bolas ainda não me sinto melhor. Acordo todos os dias tonto (no verdadeiro sentido da palvra). Hoje tenho que ir à escola, mesmo estando assim. Sinto-me mesmo estranho! bah.. .
Prémio D.Dinis 2003 <b>DUENDE</b> António
Prémio D.Dinis 2003
DUENDE
António Franco Alexandre
Fosses tu este moço previdente
com anúncio, endereço, e corpo exacto,
contratava-te já para te ver
perto de mim, ao preço de outro acto.
Cada palavra em euros destrocada
te faria mais rico, e a mim mais sábio;
noite fora, riríamos ao ritmo
do tilintar alegre do taxímetro.
Mas não há telemóvel que te alcance
nem recado terrestre que atravesse
a cortina de escuro que te cobre;
ao rapaz digo não sei quê, pois temo
que me cobre também os adereços;
e já em terra tudo me aborrece.
ILDA DAVID
ILDA DAVID'
pintura
G I E F A R T E
Rua Da Arrábida, 54-B
1250-034 Lisboa
12 Março -- 11 Abril
Arquivos: março de 2003
terça-feira, 11 de março de 2003
HAVIA NESSE BOSQUE DOIS CAMINHOS
HAVIA NESSE BOSQUE DOIS CAMINHOS
Num bosque de folhas amareladas
dois caminhos havia e eu não podia
ser dos dois caminhante, fiquei ali
a concentrar-me num deles,
olhando fixamente até perdê-lo de vista
nessa curva da folhagem distante.
Mas foi pelo outro que fui, igualmente bom
e até certo ponto talvez melhor,
porque cheio de erva e a pedir que o usassem;
embora quem por ele passava
ainda mais usado se sentisse.
Tanto um como o outro ali estavam,
de folhas no chão que nenhum pé escurecera.
Oh, deixei o primeiro para outro dia!
Mas sabendo como um caminho a outro leva,
duvido que lá possa voltar um dia.
Isto direi com um suspiro na alma
no tempo que durar a minha vida:
Havia nesse bosque dois caminhos, e eu --
eu fui pelo menos utilizado,
e aí reside toda a diferença.
ROBERT FROST
(versão hmp)

o sol faz reflexo no prédio da frente
Isto de estar doente começa a ser uma chatice, tanto para quem está (eu) como para quem lê (vocês). Acordei pior do que ontem, o que não é normal para quem está a tomar medicamentos. Por isso logo vou ao médico, porque não consigo estar assim. Incomoda-me, é chato, faz impressão aos ouvidos. Ainda por cima o dia hoje está bonito, o céu muito azul, o sol a entrar pela varanda, a azul e branco do prédio da frente até me parece bonito hoje.
Depois de muito tempo sem jogar qualquer tipo de jogo (no computador) heis que hoje vou instalar o Sim City 4 (um simulador...)
Arquivos: março de 2003
segunda-feira, 10 de março de 2003
queijo fresco
Passei o dia em casa, não tenho estado muito bem disposto, acho que os medicamentos fazem efeito em vários sentidos - melhora-se de uma coisa (já não tenho dores nos ouvidos, apesar de ainda parecer estar dentro de água...) mas em compensação, tenho tonturas e fico mal disposto e com pouco apetite.
Vou comer queijo fresco e sopa. Vou ver Os Simpsons. Vou descansar, amanhã é dia de trabalho, e é logo o pior.
THE ROAD NOT TAKEN Two
THE ROAD NOT TAKEN
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth.
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I marked the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I --
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
ROBERT FROST
O CAMINHO QUE NíO TOMEI
Dois caminhos, um para cada lado:
Ah, ir por ambos na mesma viagem!
Olhei para o primeiro, ali parado,
Nesse bosque de tom amarelado,
Até perder-se longe entre a folhagem.
Mas o outro também me atraía,
Por uma razão diferente, afinal:
Desbastar erva que densa crescia.
Quem por eles passara, todavia,
Os fora desgastando por igual.
E cada um nessa manhã jazia
Com a mesma cor, a mesma frescura.
Reservei o primeiro pra outro dia!
Como um caminho a outro levaria,
Duvidei lá voltar noutra altura.
Daqui a mil anos, o que aconteceu,
Suspirando, estarei contando a ti:
Dois caminhos bifurcavam, e eu --
O menos pisado tomei como meu,
E a diferença está toda aí.
trad: ANTÓNIO SIMí•ES
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domingo, 9 de março de 2003
bright
Um grupo a descobrir - Bright Eyes - (tenho-me deliciado com Fevers and Mirrors, agora vou descobrir Letting Off The Happiness

descanso
Hoje passei o dia a descansar depois de uma noite de agitação, e uma manhã pouco melhor (o serviço nacional de saúde em todo o seu esplendor). Estive a ver Os Simpsons e os X-Files. O Mike passou por cá, trouxe-me uma garrafa de vinho Hero do Castanheiro. Foi simpático. O Hugo hoje telefonou-me, já não o ouvia há algum tempo. Queria tomar café com ele, conversar, estar, partilhar - aquelas coisas simples que cada vez menos (será?) se fazem...
blogo, logo existo
Este modesto blog foi catalogado num apontador de blogs portugueses, bastante interessante e que vale a pena ser visitado no endereço http://blogo.no.sapo.pt/

Entretanto acho que estou melhor, depois dos antibióticos e anti-inflamatórios, apesar de ainda não ouvir a 100%. Quando oiço música parece que estou a ouvir debaixo de água. A experiência pode ser interessante, mas não me cativou.
ouvidos
Dormi pouco, a dor de ouvidos não me deixou em paz, não me lembro de ter estado assim com tantas dores, mal consigo falar, doi-me o maxilar, ontem pelas quatro da manhã tive que tomar um Lisaspin para dormir. Levantei-me, e vou agora ao hospital.
joseph l.
Acordei cedo - provavelmente porque tenho acordado por volta das sete da manhã nestes últimos dias, em Paris. Doi-me os pulmões de tanto tossir, estou cansado, doi-me o corpo, preciso de férias, quero descansar, não fazer nada, olhar para as estrelas, sentir o sol na pele, ver o azul do céu, sentir um suspiro no pescoço, uma palavra nos lábios que teima em querer sair, preciso aproveitar os dias, as horas, preciso aproveitar o caminho de casa até ao café, saborear o que respiro, preciso deliciar-me com um filme do Mankiewicz, atirar-me de cabeça no desconhecido.
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quinta-feira, 6 de março de 2003

back
Estou de volta, meio doente, mas... de volta!

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quarta-feira, 5 de março de 2003
A altas horas A loja
A altas horas
A loja está aberta até tarde. A loja fechada por mudança de ramo. A loja de porta fechada mas com gente lá dentro, suspensa nos escaparates e enfileirada nas estantes por ordem alfabética. Pensei, enquanto olhava para a vitrine iluminada: as coisas que os outros escreveram. Eu e os outros somos o mesmo tempo, juntos somos todos os tempos, mas eu passei a vida a debater-me contra marés, a enganar-me de caminho, a cair pelos rápidos, pelos niagaras de lama. Parti, pois, a vitrine. Ouvi o alarme soar como um grito que eu lançasse na noite. A sereia aproximou-se, e o seu canto embalou-me como se um amigo estivesse a chegar.
Fernando Cabral Martins,
O Deceptista
E Etc, 2003
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segunda-feira, 3 de março de 2003
Je vais, tu va, il va...
Vamos a caminho da Disney, antes estivemos a acordar o pessoal, o que não é tarefa fácil! O transito é imenso, devemos demorar muito tempo a chegar. Acho que vamos andar na montanha russa... Espero sair de la inteiro, depois de tanto loop!
enviado por staring elf @
8:51 ::
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domingo, 2 de março de 2003
Uff!
Estou num café ao pe do arco do triunfo, um leite com chocolate e uma tarte custam 10 eur, mas estou tao cansado que nem quero saber. Os miudos foram pelos champ elyses abaixo, completamente estafados. Amanha é dia de Disney, depois futuroscope.
enviado por staring elf @
17:18 ::
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sábado, 1 de março de 2003
Primeiro dia
O primeiro dia foi intensivo: chegamos por volta das 11 ao hotel, fomos tomar banho, depois fomos de metro para o centro de Paris, onde percorremos o Sena de barco (viagem linda!). Antes estivemos ao pe da torre Eifel, que é uma estrutura fabulosa!
enviado por staring elf @
7:29 ::
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