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terça-feira, 30 de setembro de 2003
ENCONTROS DE MúSICA EXPERIMENTAL >2003
E M E >2003
3 + 4 + 5 OUTUBRO | 21:30
Igreja de Santiago | Castelo de Palmela | PALMELA
acesso: de Lisboa, a partir da auto-estrada do sul antes de Setúbal,
sair para Palmela; subir em direcção ao castelo.
bilhetes: 3 € : à venda no local.
http://joaquim.emf.org/EME/EME2003.htm
chuva, oh chuva!!
Ontem à noite choveu. E hoje também, muito, torrencialmente! Deve estar tudo tristíssimo. Eu não, gosto da chuva, preciso dela, porque do sol já estou fartíssimo. Por isso, quando ia a atravessar a rua e não apanhei com ela em cima (a chuva).. bem... aí sim, fiquei muito chateado! Estive imenso tempo à espera que ela me caísse em cima (lembro-me que em Agosto só pensava nisso) e é precisamente nesse momento divinal (em que ela cai) que eu estava metido numa caixa multibanco. Tentei apanhá-la um bocadinho (fui a correr para a rua feito maluco, com os braços esticados para o céu) mas quando lá cheguei.. bem, já ela tinha desaparecido, certamente para voltar quando eu estiver em casa, no bem-bom! Claro que isto não se admite, e segue já uma queixa para o JC, assinada por baixo por Aquele que quer chuva.
E vem isto tudo a propósito de eu hoje estar bem disposto. Vá-se lá saber porquê. Entre desgostos e notícias más que chegam assim de repente sem avisar, parece que chega, finalmente, a aceitação de um facto que é preciso interiorizar a bem ou a mal: a vida tem que ser vivida (bem, que clixé tão grande). Posso estar bem disposto mas decerto não estou inspirado. Não se pode ter tudo, já dizia....
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sábado, 27 de setembro de 2003
é importante foder (ou não foder)?
é importante foder (ou não foder)?
é evidente que não, não é importante.
Fode quem fode e não fode quem não quer.
Com isso ninguém tem nada
Mas mesmo nada
A ver.
O que um tanto me tolhe é não poder confiar
Numa coisa que estica e depois encolhe,
Uma coisa que é mole e se põe a endurar e
A dilatar a dilatar
Até não se poder nem deixar andar
Para depois se sumir
E dar vontade de rir e d'ir urinar.
Isso eu o quis dizer naquele verso louco que tenho ao pé:
"O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é"
Verso que, como sempre, terá ficado por perceber (por mim até).
Também aquela do "outrora-agora" e do "ah poder ser tu sendo eu" foi um bom trabalho
Para continuar tudo co'a cara de caralho
Que todos já tinham e vão continuar a ter
Antes durante e depois de morrer.
Mário Cesariny
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quinta-feira, 25 de setembro de 2003
Flores, para ti

amor
destrui a pontapé todas as palavras
do dicionário até chegar à palavra
amor
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quarta-feira, 24 de setembro de 2003
deslizo... tropeço... caio...
Sei o quanto gostas da música que eu gosto, sei que choras ao som de ágætis byrjun, sei que te tenho perto (tão perto que somos só um) quando oiço viðrar vel til loftárása, sei que podia ser só assim, a ideia da tua presença, junto de uma memória de mim. Da tua memória. Não te esqueças.
acordei
Hoje quando acordei e vi o sol entrar pela janela pareceu-me sentir a tua voz a dizer-me baixinho: "levanta-te senão chegas atrasado".
Sempre gostei que te preocupasses.
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terça-feira, 23 de setembro de 2003
Não consigo dormir, ou respirar
Não consigo dormir, ou respirar como devia. Não consigo comer ou beber, ou olhar as estrelas de forma inocente. Não consigo fazer o que fazia, canso-me, começo a ficar farto e triste de estar farto. Triste da minha solidão desmedida, no meio de tanta gente. Oiço-te e começo a enloquecer, mas desta vez estás mesmo aqui e não estás ao mesmo tempo. Ao fundo a água bate nas rochas e eu digo-te que quero ir lá abaixo, mas não me deixas dizes que é perigoso (como se me quisesses proteger). Faço a tua vontade. Cheiro o mar e a água, e o sal. Olho para o infinito, mas por pouco tempo porque estás mesmo aqui ao pé de mim, e prefiro perder-me no teu olhar. Ou no teu sorriso, que embate no meu. Porque só posso sorrir quando te vejo, quando os teus olhos são os meus olhos. Tento ser forte e tento não chorar, faço um esforço para que tudo não se desmorone e me vejas a fazer estas figuras, não quero que me vejas assim, mas quero que sintas o que eu sinto. Por ti, por mim. Pagas-me o café, uma água, brincas com isso, brinco com isso, estamos sempre a brincar, até parece que tudo está como antes, antes de tudo acontecer. Falamos de ti, falamos de mim, falamos de tanta coisa, e eu só penso nos teus olhos, que olham para mim de forma inocente. Vamos dar uma volta, pela costa, ouve-se o mar ao longe mas cada vez mais perto. Voltamos para tua casa, e tudo podia começar outra vez, como se fosse um ciclo. Sento-me no sofá e ligas a televisão. Conversamos sobre nada, sobre cinema, dizes que amanhã vai passar o Angels of the Universe no Cine 222. Quero ir contigo, quero deliciar-me com o filme, falar contigo, dizer-te tudo o que me vai na alma, dizer como é bom o filme. Mas neste filme eu não entro. Limito-me a ser espectador de um filme que já não é o meu. Perco horas, dias, semanas, meses a pensar em como poderia tudo ser diferente. Uma palavra pode mudar uma vida, um gesto, ou uma conversa... Perguntas-me se quero ir dar mais uma volta e eu digo que sim, não posso dizer outra coisa. Foi como quando me perguntaste se queria ir tomar um café, e não nos falávamos há mais de um mês. Só podia dizer que sim, porque sou fraco, devia esquecer-te e deixar-te viver a tua vida. Não sei se a culpa é tua ou minha, estou preso a ti, preso, ligado, não consigo largar, faço um esforço mas volta sempre tudo ao mesmo, não te consigo deixar ir, não quero que desapareças, fica aqui por favor, tu sabes o que eu sinto, diz-me que sim, diz-me que isto é tudo um sonho, um pesadelo, e que amanhã quando acordar vai estar sol, mas frio, e que me vais levar a passear e a ver a praia, e que me levas a ver as estrelas no meio do campo, e que a lua vai brilhar como há muito tempo não acontece, diz-me isso, diz-me que eu acredito mesmo que não seja verdade, quero criar um mundo só nosso, quero perder-me nesse mundo contigo, desaparecer daqui porque estou farto e cansado, e acho que não mereço tamanho destino, este o de olhar as estrelas sozinho. Vem ver as estrelas comigo, por favor?

La Cérémonie, Claude Chabrol

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domingo, 21 de setembro de 2003
Passeio por Lisboa


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sexta-feira, 19 de setembro de 2003
Continuo a ter diálogos imaginários
Continuo a ter diálogos imaginários contigo. é uma maneira de te ter perto de mim. Talvez até me oiças, não sei. Ofereço-te bolo e sumo em noite de insónias, porque o sono não vem. Ofereço-te um bocadinho do calor de Fevereiro, o nosso calor, o meu. Para contrastar com o frio lá de cima, e é tão branco o frio! Se calhar é por isso que não suporto o calor e que anseio cada vez mais pelo frio que nunca mais chega. Talvez seja isso que me faz desejar gelar numa noite cheia de estrelas. Talvez seja disso que me lembro, talvez seja só isso que importa. Talvez tenha saudades do requeijão com doce, talvez tenha saudades de andar contigo aos esses (sim, por causa do que nos ofereceram depois do jantar, lembras-te? Era licor não era?) até chegar ao outro lado, ali ao fundo depois do riacho. (havia uma nascente lá perto onde se podia beber água doce, que vinha da serra, era fresca e limpida, lembras-te, que eu sei, e quando a água do carro congelou, e quando eu tive a ideia de limpar os vidros do carro lá mesmo em cima, muito lá em cima, pertinho nas nuvens, lembras-te o que aconteceu? só sei que o vidro ficou gelado, branco, lívido). Eu quero que o frio venha depressa para ficar gelado por fora.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2003

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quarta-feira, 17 de setembro de 2003
Mezzo
Estive hoje a ver, no Mezzo (e por acidente) um bailado: Don't look back, coreografia de Caroline Carlson, um poema dançado baseado em textos de Fernando Pessoa.

Perguntei-te se estavas a gostar (sim, porque estavas ao meu lado) mas não respondeste. Estúpido. Grito, e tu nada. Nem uma palavra, um som, ou um gesto ordinário. Nem ai, nem ui. Fico absorvido pelo que se passa no ecrã, e digo-te que é lindo. Mais uma vez finges que não me ouves (temos que fingir tanto, porquê!?) O fundo é preto, a música é estranha. Ela é bonita. Uma linha azul de luz atravessa o palco (tinha que ser azul). E atravessa-me a mim, e a ti, eu sinto, tu não. O programa acaba, aplausos. Olho para o lado, ninguém. Não estás aqui. Nem sequer um vestigio, um sorriso por debaixo do tapete? Eu que fui ao tapete nada vi. Mas vou até encontrar, sou teimoso o que queres. Até ao fim, até ao impossível, até ao último arrepio de frio do próximo inverno, até à ultima gota de suor do próximo verão, até sempre. Até.
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terça-feira, 16 de setembro de 2003
Cosiruo não?
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etaso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma ttaol csãofnuo que vcoe pdoe anida ler sem gnderas pobrlmea. Itso é poqrue nós nao lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Cosiruo não?
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segunda-feira, 15 de setembro de 2003
RESSACA
Telefonei-te uma primeira vez
para saber se estavas bem.
Telefonei-te uma segunda vez,
a tua voz parecia que vinha do além.
Casa quente, zona de aranguês,
pois bebi, sim, o que é que tem?
Toquei piano, falei francês,
não me lembro de não me ter portado bem.
Dir-me-ás se é o amor, um pouco cansado,
a piscar-te o olho ali, daquele lado.
Ou se é o amor de quem te põe no centro
e te imagina a entrar, verde, pela casa dentro.
Sei que abriste os poros e o coração
e que onde havia silêncio há agora aragem.
Já não te incomoda o ladrar do cão
nem o autocarro a chiar na paragem.
Haja respeito por todos os teus excessos,
menos o poderes andar fora de mão.
São só maneiras de ser, são só processos
que passam com guronsan e chá de hipericão.
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domingo, 14 de setembro de 2003
Blogs
Cliquem em http://deslizo.net para consultarem os blogs alojados neste domínio.
Se alguém estiver interessado em espaço neste domínio, só tem que mandar o endereço do blog que pretende alojar para aqui info@deslizo.net. A aceitação ou não do blog fica à consideração, como é obvio.
Quero parar e respirar
Leiam, por favor, o poema que está no Single White Male. Já.
o dia
Sexta feira foi o dia do jantar. Do jantar, dos amigos, de boa comida e boa bebida. De vinha branco e tinto, de moscatel, como aperitivo. Foi o dia da massa com molho de cogumelos que a Ana fez. Foi o dia da salada de atum, foi o dia em que a Ana não quis dançar comigo. Foi o dia em que comemos pudim e gelado depois do jantar. Foi o dia em que o Hugo fez teatro para comemorar o dia do Bocage, que é amanhã. Foi o dia em que ouvimos 2 Many DJ's enquanto comiamos, e tanta coisa mais. Foi o dia em que a mesa saiu do sitio para cabermos mais. Foi o dia em que eu parti um copo antes da festa começar, em que fui comprar roupa com a Ana e que acabou por não comprar, em que fomos ao Marr e ao ADN, em que bebi demais, caipirinhas e vodkas, e outras coisas que não me lembro. Este foi o dia que antecedeu o dia de ontem. Ontem estive mal disposto, vomitei, fiquei enjoado, não consegui comer nada. Ontem foi o dia em que o Hugo veio fazer-me companhia, foi o dia em que ele me trouxe uma sopa de legumes, foi o dia em que ele não viu o Dune do David Lynch, foi o dia em que não bebi o chá que era suposto beber. Foi o dia de anos das minhas manas, doi o dia em que não estive com elas, não fui lá jantar. Não lhes dei as prendas que estão ali guardadas. Foi o dia em que lhes dei os parabéns pelo telefone. Foi o dia em que não lhes dei um abraço. Um beijo. Foi o dia em que mais tempo estive deitado. Foi o dia que não devia ser.
Hoje é o dia. O dia em que dormi bem e acordei também da mesma maneira. Hoje foi o dia em que conheci o Hugo, há um ano atrás. Por muito que aconteça, ou não aconteça, este é o nosso dia. é o dia de chuva, é o dia da Praça do Bocage escorregadia, é o dia do café, é o dia em que fumaste cigarros uns atrás dos outros. Este é o dia, é o dia que precedeu todos os outros.

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sábado, 13 de setembro de 2003
sorriso

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quarta-feira, 10 de setembro de 2003
Elevens on Sept. 11
The attack on America was on the 11th.
The World Trade Center's twin towers, standing side by side resembled the number eleven.
The twin towers each had 110 stories.
Flight #11 was the first plane to attack.
The first plane to hit the towers was Flight 11 by American Airlines or AA. A is the first letter in the alphabet, so we have again 11:11.
Continuar a ler
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terça-feira, 9 de setembro de 2003
RUFUS WAINWRIGHT

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domingo, 7 de setembro de 2003

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sexta-feira, 5 de setembro de 2003

um sonho
vi um filme, não o vi contigo, ri-me, mas não contigo, queria ver um filme contigo, rir-me contigo, olhar para ti, e dizer que quero rir-me contigo amanhã, e depois, e depois, depois posso ir sonhando. há quem viva de sonhos. há quem não saiba o que é sonhar. se me perder num sonho, encontro-te. disso tenho a certeza. pode-se sempre sonhar.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2003
Revimos a grosseira superfície do
Revimos a grosseira superfície do
amor
Ninguém pudera corrompê-la tanto
por actos e palavras Estivemos
novamente deitados na aspereza
do seu leito
Um ramo na mão tinhas e quiseste
medi-lo com os lábios e metê-lo
no centro doloroso do teu corpo
Eu via as tuas mãos que procuravam
inseri-lo e guardavam
nas linha ávidas o seu limite grosso
Interrompeste o
sono magoado do meu corpo
e comigo
dormiste sobre as manchas depois
Gastão Cruz
Se eu fosse uma personagem de uma qualquer série Manga...

(segundo o site do Perception Laboratory)
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quarta-feira, 3 de setembro de 2003
quem sou eu ?

PORN por Possidonio Cachapa
"Depois de ver o filme KEN PARK, interrogo-me sobre a palavra "pornográfico". Se lermos a imprensa sobre o filme (reproduzindo o que já foi dito noutros países) veremos que a maior parte não se debruça particularmente sobre as virtudes do filme. Não: o que lhe interessa é "ser um filme pornográfico". Deduzo que façam esta afirmação por aparecerem umas pilas no filme (é verdade, os americanos têm pila, o que vem contrariar mais de 100 anos de história do cinema), e um dos rapazes passar alguns minutos a dar à língua com uma linda senhora... Ah, e uma criatura feia como as casas masturba-se até ao fim. Pelo que li, isto seria o filme.
Não é. Ken Park é um filme sobre o incómodo de uma geração a quem não se exige um futuro.
ps: "pornográfico" é ver, como eu vi, um carro de um membro do governo, estacionado sem motorista, em frente à FNAC do Chiado, onde outra pessoa qualquer seria multada em 2 minutos, enquanto o seu ocupante ia "dar uma voltinha pelas novidades". Ou ligar a RTP entre as 10 h da manhã e as 4 h da tarde e ver medíocre atrás de medíocre encher-nos o dia com risos alarves, e os bolsos próprios com ordenados de muitas centenas de contos (depois de impostos, claro). "
in Prazer Inculto, 2 de Setembro de 2003
[façam o favor de visitar o blog, sff.]
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terça-feira, 2 de setembro de 2003
Ce qui échappe í la
Ce qui échappe í la logique est le plus précieux de nous-mêmes.
ANDRÉ GIDE
o amor é tudo
Ontem quando me meti no carro, passei por casa da Ana para a ir buscar, e fomos depois para o Fórum Luisa Todi, ver o filme It's All About Love, realizado por Thomas Vinterberg, não fazia a mínima ideia do que ia ver. O que é bom. Melhor ainda é não saber o que vou ver e sair de lá completamente embriagado de emoções. Foi o que aconteceu ontem, segunda-feira.

Amor, paixão, morte, amigos que não o são, futuro 2020, clones, bailarinas, gelo (há um dia do ano em que, durante dois minutos toda a água doce congela, assim de repente), neve em julho, neve em todo o planeta, um avião que se vai despenhar porque não pode aterrar, pessoas que morrer nas ruas por causa do coração, porque estão tristes, porque não são amadas, porque têm falta de intimidade, pessoas que morrem na rua e é tudo muito normal, para quem passa ("passa por cima querida, não olhes"). No Uganda as pessoas começam a voar... ficam presas por fios.... "não queremos voar, não somos anjos".
"We have tried to recreate the New York of the old Hitchcock films. We deliberately left out flying cars, blue milk, weird cigarettes and surgically implanted telephones. We weren't interested in technological progress. "
"We decided to go backwards, partly to make a statement about the future, and partly to direct the audience's attention to what it's all really about: love and the genuine article. The past becomes the core of what our characters and our film are searching for. It embedded itself in our vision of New York and the settings in which our characters move", explains Thomas Vinterberg.
O amor é tudo e é uma chatice, porque de repente pode-se ficar sem nada. E depois?
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segunda-feira, 1 de setembro de 2003
Dear Catastrophe Waitress, Belle and Sebastian

1- Step into my office, baby
2- Dear Catastrophe Waitress
3- If She wants me
4- Piazza, New York Catcher
5- Asleep on a Sunbeam
6- I'm a cuckoo
7- You don't send me
8- Wrapped up in books
9- Lord Anthony
10- If you find yourself caught in love
11- Roy Walker
12- Stay Loose
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