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segunda-feira, 30 de maio de 2005
sono
Hoje acordei a sentir-me como se não dormisse há 3 dias seguidos. Estranho. Mal consigo abrir os olhos e tenho a sensação de que se os fechar vou dormir. Mas não, não consigo.
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domingo, 29 de maio de 2005
Colisão
Ontem, tal como esperado o cinema estava compeltamente cheio. Cheio de toda a gente, gravatas e vestidos, todos, ou quase, impecáveis, salto alto a condizer como se quer. Discurso de circunstância, as estrelas do cinema Europeu, também conhecidas por Shooting Stars (A Marisa não apareceu, telefonou a dizer que não podia.). O primeiro filme do Festival, um Americano, uma ante-estreia, não foi nada de extraordinário mas foi interessante. Digamos que Paul Haggis (o realizador) é um fan incondicional do Paul Thomas Anderson e do seu Magnolia. Hoje - Delivery - um filme grego realizado por Nikos Panayotopoulos, foi ligeiramente chato. Melhores dias virão, espera-se.

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sábado, 28 de maio de 2005
Lonely Lonely
Water water on the seeds
To my left they rose and leaf
To my right cross Seven Seas
Maybe maybe they'll stay true
My seeds will cross and then take root
And leave you to an empty room
Lonely lonely that is you
Lonely lonely that is you
Paper paper obsolete
How will you reach out to me
I thought you'd ask me not to leave
Lonely lonely that is me
Lonely lonely that is me
Distance makes the heart grow weak
So that the mouth can barely speak
Except to those who hide their needs
And I have read the golden seal
That tell of how the seedlings feel
Reminds my heart what love can yield
By my only things are clear
Baby boy I'm staying here
Lonely lonely that was you
Lonely and so untrue
Feist
respirar
quando respirar deixar de ser um esforço então tudo estará bem.
Divagações
Hoje acordei um bocadinho constipado. Nariz fanhoso e impressão na garganta. Nada que não passe rapidamente, espero. Entretanto hoje começa o Festival Internacional de Cinema de Troia. Vai ser uma pequena maratona para tentar ver os filmes que interessam. Olhar para o programa, seleccionar filmes, tentar pelo menos ver a Secção Oficial. Hoje, primeiro dia do Festival, o Fórum Luisa Todi (onde passam muitos dos filmes) vai esgotar. Certamente que só vai acontecer hoje. As pessoas de Setúbal gostam de se arranjar e de se mostrar para irem à inauguração do Festroia, onde lá estará também o Presidente da Câmara. Depois, pelo menos metade desta gente não volta a por lá os pés. É pena. Mas é assim em todo o lado. O show-off impera, a aparência bonita também: o pseudo-jet-7 reina num país pôdre. E até eu fico contagiado com esta história das aparências. O ginásio faz-me bem, ao corpo e à mente, mas mais à mente, porque ao corpo as coisas já não são assim tão fáceis. O ideal da beleza está presente em todos. Não é possível fugir a isso, nem acho que seja preciso. Toda a gente gosta de ver pessoas bonitas, mas aquilo que pode ser um desafio é (cliché) encontrar uma pessoa bonita por dentro e por fora, alguém que não se interesse só pelo que lhe aparece à frente, que goste de procurar e de conhecer o menos óbvio. Normalmente o que nos aparece à frente do nariz é algo fabricado para agradar a todos, e isso não pode ser bom.
Festroia - Começa hoje

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sexta-feira, 27 de maio de 2005
Quizz
De que música faz parte este poema? E de que grupo?
But toward the region where
Our thick atmosphere diminishes
And God knows what is there
A point of exclamation marks that sky
In ringing orange
Like a stellar carrot
Its round period displaced in greens
Suspends beside it a first point
The starting point of evil
Against the new moon's curve
Sylvia Plath
Desperate Housewives

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quinta-feira, 26 de maio de 2005
Nan Goldin

sentir o tempo passar
começo lentamente a perder a fé. nas pessoas, no sistema e finalmente em mim próprio. é como ter que enfrentar todas as nossoas dúvidas a cada segundo que passa. e não me apetece. ainda não arranjei uma maneira sã de conviver com isto. ainda fico triste e deprimido quando não me apetece fazer nada. quando estou sozinho, quando simplesmente fico a sentir o tempo passar.
North by Northwest

Flashback - 26 de Agosto de 2003
perco-me no teu olhar,
como quando olho para o mar
e mais não vejo.
nem quero.
tu bastas-me.
chegas-me
preenches-me.
quando os teus olhos se fixam nos meus,
quando os meus olhos brilham como nunca brilharam,
quando a tua alma percorre a minha,
quando nem tu sabes como era,
ou sabes mas agora estamos noutro tempo,
o teu tempo.
quando o teu tempo for o meu tempo,
vou voltar a sorrir.
para ti.
para sempre.
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quarta-feira, 25 de maio de 2005
Why ?

http://postsecret.blogspot.com
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terça-feira, 24 de maio de 2005
O Défice
Esta história do défice é complicada. A situação é grave e o que vai acontecer vai afectar muita gente. Eu próprio. Esta história da progressão automática pode não ser a maneira mais justa de subir na carreira. Não é certamente. Mas estas eram as regras e amanhã as coisas provavelmente vão mudar. Acontece que é normal planear-se mais ou menos a vida a curto e médio prazo. Fazem-se investimentos e decide-se, de acordo com uma quantidade de factores. A subida na carreira era um desses factores, que estava, à partida, assegurado. Formação e um relatório crítico era o necessário. Amanha as coisas podem mudar, e eu fico de mãos atadas. Se tudo se confirmar, como aliás se tem ouvido ao longo do dia, fico com um problema.
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segunda-feira, 23 de maio de 2005
Six Feet Under - Can I Come Up Now?


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domingo, 22 de maio de 2005
Gummo

Auto-retrato

...
Eram mil pecados fortes e feios
e num leque de opções extraordinário.
Não acerto uma, dizias-me, eu
que tanto me esforço, que tanto
tento, parece que a cada dia que passa
cada vez mais cavo a vala posta
entre mim e ti. Ainda se nela corresse
um riacho, eu ficaria entretido
a vê-lo correr. Mas é apenas terra,
terra, terra, cinza e pó, cinza, cinza.
Dom de mentira que pôde te uso
numa descoberta do foro meramente
psíquico, a poesia não devia ser metida
nisso para nada, embora uns quantos
(terão problemas semelhantes?) achem
que não é bem assim. A noção
de pecado, por exemplo, que valor
tem no século vinte e um? E quanto
à poesia, há só uma ou há várias?
Um álbum de fotografias com as páginas
unidas, como os livros antigos
que precisavam de abre-folhas, treme
nas minhas mãos trémulas, tenho a cabeça
um pouco inclinada para a frente, os joelhos
juntos, que esperarei encontrar
nessa imagem de mim que precisa
de um gesto activo para se desvendar?
A repetição vulgar do fim comum
(terra, cinza, pó, essas coisas) define
uma linguagem do medo, com altas
percentagens de irracionalidade
e o desejo tentador da própria vulgaridade.
Nua e crua. Nem preto nem branco.
Nem carne nem peixe. Cor hesitante.
Das minhas mãos nasce uma história:
não se percebe nada. Deve ter sido
uma guilhotina da memória (mas porquê,
que diabo, porquê?) a actuar
selectivamente num critério qualquer.
O mistério que nos falta preencher
talvez faça de nós inteligentes, obrigados
a reflectir entre o absurdo e a lógica.
Nós é como quem diz. Verei eu
o que está mesmo à frente do nariz?
E por muito que tenha tendência de aprendiz,
marco passo e não avanço, fico
no mesmo ano, por vezes passo-me,
porque ninguém gosta de ser burro.
Mas também há vezes em que me aceito
e passeio pela cidade como um atrasado
mental pela primeira vez na rua
depois de quarenta anos fechado.
Helder Moura Pereira
Fast Love
É engraçado ver ou ler ou ouvir os parabéns por um mês ou dois ou uma ou duas semanas. Numa relação, quero eu dizer. Contam-se os dias, as horas e os minutos, como se o momento fosse fugir. E a verdade é que vai mesmo, mais cedo ou mais tarde, por isso há que comemorar todas as pseudo datas o mais depressa possível. Toca, portanto, a receber e a dar os parabéns quando se atingem os trinta dias. Vivemos todos ou quase a pensar no dia de amanhã, e é esse que interessa, por isso, comemorar uma data muito próxima é um acontecimento. E também é verdade que, numa época em que o descartável domina, a maior parte das relações afectivas tem essa tendência também: o 'fast love' joga no mesmo campeonato que a 'fast food'. É deprimente que esta seja a via seguida, com algumas excepções. Há cada vez menos entrega e dedicação, há cada vez menos romance, cada vez menos paixão. Há amor, sim, mas é daquele superficial, que se aloja na pele e não nas visceras. E é por isso que, pergunto-me, se isto assim vale a pena. Se é tudo assim tão efémero, para que é que serve?
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sábado, 21 de maio de 2005
Música da Semana
Eels
Trouble with Dreams
There's nothin' that I wanna do
More than get alone and be with you
Trouble with dreams is they don't come true
And when they do they can catch up to you
You don't need a thing from me
But I need something big from you
'Cause you know I've got an awful lot of big dreams
I'm walking down a lonely road
Clay to me now, but I was never told
Trouble with dreams is you never know
When to hold on and when to let go
If you let me down, it's alright
At least ???
'Cause you know I've got an awful lot of big dreams
This is the life that I must leave now
Cross my fingers and wiping brow
Trouble with dreams is you can't pretend
Something that no beginning and has an end
You don't need a thing from me
But I need something big from you
'Cause you know I've got an awful lot of big dreams
espaço
aquilo que tu ocupas no meu computador são exactamente 802.977.333 bytes. no meu coração falta encontrar uma medida para representar o infinito.
Linha Verde
Isto de se perceber um bocadinho de computadores e afins tem que se lhe diga. Há convites (?) para ir aqui e alí a toda a hora, "arranja-me isto", "faz-me aquilo", "não consigo ir à internet" e "tenho o computador cheio de gajas nuas" são frases comuns. Vou arranjar uma linha verde, está decidido.
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sexta-feira, 20 de maio de 2005
Sith
Ontem fui ver o Star Wars, o derradeiro filme da saga, de seis filmes. Só posso dizer que gostei bastante, principalmente da parte final. O estranho (ou não) é que não se dá pelo passar do tempo ao longo dos seus 140 minutos. E isso só pode ser algo bom. O filme é estonteante no que a efeitos especiais diz respeito, mas aqui eles são usados para contar uma história, que nos permitem ver um conjunto de cenários completamente arrebatadores e mágicos. É essa, em grande parte, o segredo da Guerra das Estrelas, a capacidade de prolongar a magia ao longo de tantos anos. A passagem para o 'dark side' só podia antever um grande filme: as cenas de luta entre o mestre e o aprendiz, a troca de palavras, todo o cenário final é fantástico. Este é um filme também mais cru e mais sangrento: há crianças que morrem, há mutilações, há muito mais sofrimento e dor. O que eu gosto particularmente no Star Wars tem a ver com a mistura que se consegue encontrar ao longo de todos estes seis filmes, mistura de épocas, de costumes, de gostos, de cores, de sentimentos: no final de contas ainda há lutas corpo a corpo, há espadas e armaduras, há o deserto e a água, há mortes e nascimentos, há actos heróicos, mas no fundo tudo se resume a uma coisa, tal como há milhares de anos atrás, tal como de certeza daqui a muitos milhares de anos no futuro, tudo começa e acaba no amor, que é, no fundo, o todo e o absoluto.

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quinta-feira, 19 de maio de 2005
É hoje!

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quarta-feira, 18 de maio de 2005
Death in Venice

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terça-feira, 17 de maio de 2005
Jantar
Esparguete no forno com cogumelos e rebentos de soja estufados com espargos e fiambre. Cobertura de queijo ralado. Sumo de laranja puro a acompanhar. Um bocadinho de solidão, as notícias na televisão, música calminha, de acordo com ao situação. Hoje não há lágrimas, não, hoje não!
sono
Mais umas horas no ginásio para destruir todas as toxinas do corpo (e do pensamento, principalmente). Agora tenho sono e apetece-me dormir.
tácticas
tento afastar-te da minha cabeça com todas as forças, como quem se quer ver livre do frio e veste um casaco. tento afastar-te e direcciono todo o meu pensamento para tentar fazer com que isso aconteça. não consigo respirar. não me consigo mexer. nem um milimetro. penso em azul. penso no fundo do mar. penso no silêncio. mas também oiço as tuas palavras, ao ouvido, e lembro-me. de tudo. e todas as tácticas do mundo se revelam falhadas, e tu vences, desta vez. e eu começo a ficar cansado desta monotonia. levanto-me desta cadeira, tropeço na imagem que tenho de ti, e penso que nada disto é justo. eu só quero poder respirar.
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segunda-feira, 16 de maio de 2005
Lucky
I'm on a roll,
I'm on a roll this time
I feel my luck could change.
Kill me Sarah,
kill me again with love,
it's gonna be a glorious day.
Pull me out of the aircrash,
Pull me out of the lake,
'cause i'm your superhero,
we are standing on the edge.
The head of state has called for me by name
but I don't have time for him.
It's gonna be a glorious day!
I feel my luck could change.
Pull me out of the aircrash,
Pull me out of the lake,
I'm your superhero,
we are standing on the edge.
We are standing on the edge.
Radiohead
Parallel Play

Six Feet Under, hoje, 2:, 22:30
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domingo, 15 de maio de 2005
Hot Hot Heat

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sábado, 14 de maio de 2005
Last Time We Spoke
When you called
Your voice was so grave
I knew it would be
The last time we spoke
You said something
That I could not bear
To hear with my own ears
Last time we spoke
And it's a hard time
Trying to get through
All the days that drag on
Thinkin' 'bout you
Nothing hurts like someone
Who knows everything about you
Leaving you behind
And it's a hard time
Trying to get through
All the days that drag on
Thinkin' 'bout you
When you called
You might as have killed me
And that was the last time
The last time we spoke
Eels, Blinking Lights and Other Revelations
O Corpo
Podemos estar tristes ou contentes, ou até delirantemente felizes. Mas o corpo tem sempre prioridade para com a mente. Se doi o dedo mindinho do pé direito, toca a fazer ai e ui. Eu, no outro dia, levei o meu corpo a extremos, e, consequentemente, a cantar ais e uis a todo o momento, só porque me mudaram o treino no ginásio, e agora mal me posso mexer. Doi-me tudo. Ora bolas :(
The Forgotten Arm

Aimee Man
Blinking Lights and Other Revelations

EELS
Arquivos: maio de 2005
quinta-feira, 12 de maio de 2005
24 - Season 3 & 4

Preciso disto já! :| I'm addicted :( E agora?
Arquivos: maio de 2005
quarta-feira, 11 de maio de 2005
One Art
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Elizabeth Bishop
Belle and Sebastian - T-Shirts



birra
quero partilhar um post como o dinis :(
A Streetcar Named Desire
quero viver dentro de um filme clássico.

Marlon Brando
arrepio
sinto-me cheio de emoções que não têm para onde ir. é difícil perceber porque é que a vida tem que ser assim, estranha e cheia de coisas que não compreendemos. porque é que temos que estar quase sempre afastados da felicidade, que dura muito pouco. e porque é que quando se é feliz não se dá o verdadeiro valor? ninguém dá. porquê? porque é que não se explica o amor nem a falta dele? é tudo tao romântico e ao mesmo tempo tão primário, tão carnal, tão cheio de fútilidades. cada vez se sabe mais sobre tudo mas menos sobre o que interessa. é triste. no fundo estamos sempre sozinhos. o sofremos sozinhos, amamos sozinhos, choramos sozinhos e nunca ninguém nos chega a compreender. pode parecer que sim mas é só uma ilusão, que é onde vivemos. a ideia é criar uma ilusão cada vez melhor da realidade, daquilo que nos rodeia. tentar que nada nos disto tire o sono. não que tenha sido bem sucedido nessa tarefa. não tenho, muito longe disso. estou cansado desta fantochada, e é mesmo assim. é triste, mas é assim. vivemos numa sociedade cada vez mais centrada no individuo, que é o centro de tudo. cada um tenta safar-se da melhor maneira, com certos artíficios... gosto muito de ti e amo-te são palavras que pouco significam. ou em que deixamos de acreditar. chegamos a uma altura em as palavras se perdem no tempo e no espaço. acho que esta seria uma boa altura para se passar das palavras aos actos, voltar um bocadinho para trás e viver essas palavras com o corpo e alma, sentir na pele, como um arrepio.
Arquivos: maio de 2005
terça-feira, 10 de maio de 2005
Sugestões
13 & God

Polysics

Bonnie 'Prince' Billy

Cheers Darlin
Cheers Darlin
Cheers darlin'
Here's to you and your lover boy
Cheers darlin'
I got years to wait around for you
Cheers darlin'
I've got your wedding bells in my ear
Cheers darlin'
You gave me three cigarettes to smoke my tears away
And I die when you mention his name
And I lied, I should have kissed you
When we were runnin' in the rain
What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
Cheers darlin'
Here's to you and your lover man
Cheers darlin'
I just hang around and eat from a can
Cheers darlin'
I got a ribbon of green on my guitar
Cheers darlin'
I got a beauty queen
To sit not very far from me
I die when he comes around
To take you home
I'm too shy
I should have kissed you when we were alone
What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
Oh what am I? What am I darlin'?
I got years to wait...

Damien Rice
Sala Nova
A janela da minha sala nova vai ser assim!

pensamento profundo
tenho sono.
a noite é minha amiga.
Arquivos: maio de 2005
segunda-feira, 9 de maio de 2005
Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith

O bilhete já cá canta (quase!). Thank you sir!
relógios
Há relógios e há relógios. Há uns que são giros, outros que são interessantes. Há os clássicos e os desportivos. Os analógicos e os digitais. Há relógios de senhor e de senhora. E depois, há relógios horrívels, feios e com o pior design do mundo: são os reógios Fóssil. Os que patrocinam o Curto Circuito da Sic Radical. Pronto, tinha que dizer isto, sinto-me muito melhor agora.
Six Feet Under
In Case of Rapture

Hoje, 22:30 @ 2:
Sommaren med Monika

Ingmar Bergman
Arquivos: maio de 2005
domingo, 8 de maio de 2005
Novo blog no deslizo
Sentir

http://sentir.deslizo.net
Soja
Ontem pus-me a cozinhar e fiz Chilli de Soja com arroz de coentros. Não me considero um artista na arte da culinária, mas lá que sabia bem, isso sabia. Ainda por cima, para primeira experiência, as coisas nem correram tão mal quanto isso.
pergunta
quantas vezes pode um coração ser destruido?
lost
sinto que há em mim momentos de loucura, onde não me reconheço. estou cansado, de ir sobrevivendo aos dias, de sentir. de estar perdido.
Arquivos: maio de 2005
sábado, 7 de maio de 2005
The Fog

Hoje, Sic Radical, 23h
Offenbach - The Tales of Hoffmann

Domingo, Sutherland, Bacquier, Bonynge
...
- não posso viver sem ti
- claro que podes
- posso.. mas não quero
Filme da tarde
A Bout de Souffle

Jean-Luc Godard
Arquivos: maio de 2005
sexta-feira, 6 de maio de 2005
dor
a dor é de tal maneira forte que não consigo pensar. os problemas ficam todos relativizados, nada é o que parece, toda a atenção fica concentrada numa única coisa: a dor. que alastra do corpo para a mente, de forma assustadora.
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quinta-feira, 5 de maio de 2005
sleepy days
Há meses que não ando a dormir bem. Não consigo adormecer quando me deito, e o resultado é acordar cheio de sono. Custa-me rever a minha vida recente no escuro do quarto, e não conseguir manter os olhos fechados. Ficam abertos, à espera que algo aconteça, que algo seja dito, que alguém apareça e me diga que as coisas não estão assim tão más quanto isso. Enrolo-me em mim próprio e tento não entrar em pânico. E o mais estranho é que não me sais da cabeça.
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quarta-feira, 4 de maio de 2005
dor
Há já muito tempo que não tinha dor de dentes. Esta não me deixa em paz há uns dias e o ineviável - um encontro imeditado do terceiro grau com um dentista - terá que acontecer em breve. Ora bolas :(
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terça-feira, 3 de maio de 2005
La Mala Educación

Pedro Almodóvar
A rever em breve.
Natação
Daqui a cerca de vinte minutos lá vou eu estar ora debaixo de água, ora acima. Gosto especialmente de abrir os olhos lá em baixo e ver tudo azul, e de sentir o silêncio dominante. É nestas alturas que tudo parece calmo, e pacífico, e que a realidade aparece com contornos de histórias como aquelas que ouvia em pequenino.
Vive La Fête
Sábado passado foi dia de festa, em Sesimbra, mais exactamente no Grémio, para ver e ouvir (e sentir) os Vive La Fête. O concerto foi bom, e as músicas puxavam para um pézinho de dança (ou mesmo dois). O único problema foi o facto de o espaço ser bastante pequeno, estar enfiado numa cave e com muito pouca ventilação. Ou seja, o resultado não foi muito agrdável: calor insuportável, e quase ausência de oxigénio. Mas, apesar de tudo, foi excelente.
Queer as Folk

Na 2:, em breve.
Six Feet Under
Passaram algumas horas desde que o primeiro episódio da nova série Sete Palmos de Terra acabou. É sempre uma emoção ver a quantidade de sensações que nos chega durante aqueles quarenta e cinco minutos, mas este foi particularmente emotivo, não sei bem porquê. Acho que tenho as sensações à flor da pele, a lágrima a querer fugir de um corpo contorcido pela dor.
Música da Semana
Magnus
French Movie


http://www.magnusmusic.com
C'est des images quasiment sans son
C'est vraiment des images
C'est des couleurs,
c'est du noir, c'est du blanc
et c'est toute la gamme de gris
qui sépare le noir et le blanc
C'est une certain lumière
qui tombe sur un certain profil de visage
C'est un ton, c'est un corps qui est dans un espace
Et c'est le sentiment que donne ce corps dans cet espace
C'est un film sur l'homme.
Don't wanna go where the picture is black
25 frames 26 back
I wanna talk like they do in movies
Only word that rhymes with groovy
There's a world there's a parallel thing
where only looks and charms are king
there's a place where it looks so easy
when we're talking 'bout boys who're teasing girls
There was a time it was a cultural thing
a contribution to American swing
wearing suits and moving so easy
yeah I'm talking 'bout boys who're pleasing girls
French movies
Il y a un dessin qui se forme
il y a une image qui prend corps
Je crois, je suis, je chante encore
Tu vis ta vie et tu t'en sors (4x)
Come on baby we can do it for fun
my movie only needs you and a gun
shooting rapid fire
Now take me higher
take your arriflex for french movie sex
There's a world there's a parallel thing
where only looks and charms are king
there's a place where it looks so easy
like I'm talking 'bout boys who're teasing girls, girls, girls
Il les regarde mais il ne les juge pas
je crois, je suis, je chante encore
tu vis ta vie et tu t'en sors
French movies
French movies
Magnus is a joint dance project of Tom Barman - heart and soul of Antwerp rockers dEUS - and CJ Bolland - DJ-producer and key figure in the international techno scene.
voltei. e agora?
há coisas que não se controlam. o bater do coração. o respirar. o suspirar. e amar. amar não acabar. não acaba. este blog acabou, para que eu pudesse continuar. respirar. avançar, e passar por cima. mas não resultou, é uma tarefa impossível. foi um mês complicado, cheio de fantasmas na minha cabeça. aquilo que poderia ter sido bom não foi. sofri. chorei. enrolei-me em mim próprio, sem lugar para me esconder e me refugiar. sem dormir e sem respirar. atrás do que não existe. agora sempre posso destruir todas as minhas ângustias com palavras e sons, mesmo que não façam sentido, mesmo que sejam tristes, mesmo que não valham a pena para ninguém.
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