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Arquivos: julho de 2007

terça-feira, 31 de julho de 2007


Manderlay, Lars Von Trier

enviado por staring elf @ 15:23 :: comentários (0) ::
 


Morreu Ingmar Bergman

enviado por staring elf @ 12:46 :: comentários (1) ::
 


Morreu Michelangelo Antonioni

enviado por staring elf @ 12:44 :: comentários (1) ::
 

Arquivos: julho de 2007

segunda-feira, 30 de julho de 2007


o vinho

bebi vinho e chorei, chorei como nunca antes. chorei por ti mariana, que te vais embora. chorei por ti porque te sei longe apesar de estares dentro do meu coração. tenho saudades e ainda não te foste embora. gosto muito de ti, e tu sabes. eu sei que sabes. sabes porque o sinto. chorei por ti ana, porque sinto saudades. porque te amo muito e estás aqui dentro também, assim juntinho ao que importa. chorei pela tua filha que vai ser linda. chorei porque vai ser perfeita, porque vou gostar dela, porque vai ser tua, porque vai ser nossa. chorei porque sinto tudo isto na pele chorei porque me arrepio e porque quando penso em todos nós sinto que estão perto mas tão longe. queria poder olhar.te olhar-vos sempre, assim como quando me apetecesse. pedro, podes ficar com a vera este fim de semana porque vamos passear. claro que posso! não me consigo exprimir bem, nunca fui bom com as palavras e muito menos depois de mais de meia garrafa devinho. gosto de vocês. amo-vos, assim como se fosse mesmo a sério, como se viesse cá de dentro, como se fosse só isso que interessa. e no fundo quase que é. a ti manuel, que és especial, e toda a gente percebe isso, és especial e tu sabes que és, tu sabes, tu sabes que és, eu sinto que és, mas eu não te sirvo, não sou como tu, sou assim como que algo estranho à espera de ser apanhado como que numa rede. tu não és assim. és especial e eu quero que continues assim, especial. não me quero esquecer de ti, de nada, de ti, de tudo o que interessa, não quero e quero que tu percebas isso, quero e preciso que percebas isso. agora nao consigo escrever mais porque que as minhas lágrimas são lágrimas do vinho dado pelo meu pai ontem que é muito bom (amo-te muito, pai). oiço arcade fire que saiem pelos auscultadores da sony ou qualquer coisa parecida e lembro-me da voz doce da minha mãe, que está de férias e que bem merece, e lembro-me do sorriso e das palavras doces que me diz todos os dias mesmo quando eu estou mal disposto. o vinho faz dizer estas coisas, faz dizer amo-te sem dizer a quem. mas tu sabes, tu sabes, só podes saber, tens que saber... tres pontinhos e acaba-se tudo. há o aquário que olha para mim, os peixes, a televisão ligada sabe-se lá em que canal. há as tias e os primos que também estão aqui pertinho, à distância de um piscar de olhos. vinho. preciso de mais, vinho. do tinto, daquele de ontem. tenho o coração a transbordar, a alma a sair fora de mim... you got your reason, me, I got mine.... cantam os arcade fire. os meus olhos brilham porque tenho os olhos com agua salgada... e é assim que as coisas vão passando.... de sorriso em sorriso, de lágrima em lárgima, de poema em poema, de cantiga em cantiga, e entretanto adormeço, alguma coisa o vinho há de fazer senão trazer lágrimas.

enviado por staring elf @ 23:33 :: comentários (2) ::
 

Arquivos: julho de 2007

segunda-feira, 23 de julho de 2007


Reciclagem

Já tenho o meu ecoponto! Sinto-me melhor. A sério!!

(porque é que os cães aqui perto ladram tanto?)

enviado por staring elf @ 18:43 :: comentários (3) ::
 


Dia de inverno

Que estranho acordar num dia de Julho e parecer um de Dezembro. Até está frio, há nuvens e não consigo ver Troia. Entretanto penso nas férias que nunca mais chegam, nos dias de praia, nos dias destinados a não pensar em nada, na minha irmã que se vai embora, na bebé que está quase a nascer.

enviado por staring elf @ 10:46 :: comentários (0) ::
 


The 4400 + The Number 23

Comecei por ver mais um episódio da série The 4400 e de seguida o filme The Number 23 (o filme é interessante e estranho, tudo anda à volta do número vinte e três, que por acaso foi o dia em que eu nasci...). Falta ver a parte final amanhã, agora tenho sono. E pronto, regressam os posts banais! (que me fazem bem, por acaso)

enviado por staring elf @ 0:55 :: comentários (1) ::
 

Arquivos: julho de 2007

domingo, 22 de julho de 2007


Os meus peixinhos

enviado por staring elf @ 15:59 :: comentários (5) ::
 


Gulbenkian


enviado por staring elf @ 15:54 :: comentários (0) ::
 


Antigamente brincava-se assim

enviado por staring elf @ 15:52 :: comentários (0) ::
 


Tenho vergonha!

enviado por staring elf @ 15:41 :: comentários (0) ::
 


Blogar ou não blogar, eis a questão...

Blogar a sério é coisa que não faço há algum tempo. Umas fotos, uns vídeos, coisas assim fáceis, às vezes giras, outras nem tanto. Antigamente não era assim. Eu era bastante mais descritivo, mas com palavras. Agora, não sei exactamente porquê, parece que elas me falham. Talvez por preguiça? Bem, talvez alguma coisa se possa fazer para mudar isso. Posso dizer que hoje (agora) vou comprar um mini eco-ponto para ter em casa e finalmente começar a reciclar como deve ser. O vidro sempre era posto de parte mas tudo o resto não. Mas a partir de agora tudo vai ser diferente.

PS: Parece que Mika já não vai ao Sudoeste, supostamente porque está ...doente?

PS2: Parece que o eco-ponto fica para outro dia. Gente a mais no supermercado! :|

enviado por staring elf @ 11:24 :: comentários (1) ::
 

Arquivos: julho de 2007

quinta-feira, 19 de julho de 2007


Dois dias com as manas!

enviado por staring elf @ 19:54 :: comentários (5) ::
 

Arquivos: julho de 2007

terça-feira, 17 de julho de 2007


O atestado médico

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e
vai ter de fazer uma vigilância.

Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica
preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o
quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua
imaculada camisa.

Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.

Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é
complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como
justificá-la?

Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de
ficar preso no elevador, de o despertador avariar ou de não poder ir
para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e
malcheirosa, é um atestado médico.

Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa
aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só
uma doença poderá justificar a sua ausência na sala do exame. Vai ao
médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida
para passar a ser hilariante.

Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o
sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e
a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se
um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da
psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose
colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.

O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está
doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O
director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da
Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda
a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado
médico, também sabe que o professor não está doente.

Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não
toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que
está doente.

Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.

Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional,
útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo
que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a
mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma
mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já
Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao
teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho
a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o
ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se
confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção
fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me
perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são
descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos
habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade,
mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há
boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a
uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica
ofendida se eu digo isso, que é afinal para a ajudar, para que possa disfarçar a
nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu
vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante
ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei. Nós,
portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que
assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos
(não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais
felicíssimos e com vidas de sonho.

Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles
divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo
disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.

Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos
ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e
engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas
vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois
ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias,
mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar,
eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas
horríveis e fábricas desactivadas.

Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente
perante o mundo.

Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por
ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal
que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

José Ricardo Costa

enviado por staring elf @ 16:47 :: comentários (2) ::
 

Arquivos: julho de 2007

quarta-feira, 11 de julho de 2007


amor

fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre
sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor
eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber
que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer
o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte
de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos
o amor é ter medo e querer morrer

José Luis Peixoto

enviado por staring elf @ 22:11 :: comentários (2) ::
 


Anathema

Em 2000, José Luís Peixoto publicou o seu primeiro romance, Nenhum Olhar. No ano seguinte ganhou o prémio José Saramago. Depois a obra foi traduzida em várias línguas. É hoje considerado um dos mais importantes jovens autores europeus.

Os STAN convidaram Peixoto a escrever ANATHEMA, o seu primeiro texto dramático, para Jolente De Keersmaeker e Tiago Rodrigues, que tem colaborado frequentemente com a companhia. Desta vez, não foi às narrativas da infância que o autor foi buscar a sua matéria. O nó da peça é a questão do terrorismo, do medo e da violência abordada de certa forma do lado de dentro. Até onde se pode ir em defesa de um ideal? Que meios podem ser postos ao serviço de uma causa? Como responder à violência que é exercida sobre nós? São perguntas como estas que motivam os criadores deste espectáculo.

Esta co-produção da Culturgest esteve anunciada para Novembro passado e não se realizou por doença da actriz. O espectáculo tem agora a sua estreia portuguesa durante o Festival de Almada.

Teatro   Sábado 7, Domingo 8, Terça 10 e Quarta 11 de Julho de 2007
21h30   Palco do Grande Auditório  Duração 1h15   12 Euros (Jovens até aos 30 anos: 5 Euros. Preço único)

enviado por staring elf @ 1:26 :: comentários (1) ::
 

Arquivos: julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007


Alex Gopher

enviado por staring elf @ 0:31 :: comentários (0) ::
 

Arquivos: julho de 2007

domingo, 1 de julho de 2007


Crocs - Finalmente tenho umas!

enviado por staring elf @ 23:03 :: comentários (7) ::
 


Shortbus

enviado por staring elf @ 22:59 :: comentários (1) ::
 


 


 

 

   
 
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